sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Just another day in my life

Tem situações que pras outras pessoas são coisas pequenas, que muitas vezes passam batidas, de tão "normais". Mas pra mim, essas mesmas situações tomam tamanha proporção que eu sinto como se estivesse indo derrotar um dragão.

Já chorei por ser mandada a mexer no fax, por ter que telefonar pra alguém; perdi o controle quando estava indo prum curso e quando fui tratada de maneira hostil por uma pessoa amiga.

Muitos se encantam qnd os bebês ficam olhando pra eles, mas comigo.... me dá um frio na barriga só de lembrar dos bebezinhos me encarando, sorrindo.... E assim, eu gosto de criança, não é nem que eu não gostasse né... é medo, pavor do olhar. Ainda mais se as pessoas ao redor incentivam a interaçao entre deise - bebê.

  E quando eu to baixando a guarda, aceitando convites de interação social, eu sou excluída da mesma. Sei que isso é consequencia do meu comportamento, mas eu to tentando mudar, to me tratando, tomando remédios - às vezes até puxo papo. Deixei de fazer o lanche no horário pra almoçar mais cedo com os outros, que me convidaram, mas eles não me chamaram. E ainda por cima, deixaram meu almoço fora da geladeira.
Fiquei bastante magoada, porque ao aceitar o convite de comer habibs, eu deixei a dieta em nome da interação... Mas o que aconteceu? Estou comendo sozinha, interagindo apenas com meu celular. E o pior de tudo, é que isso não foi por minha decisão.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Só mais um dia

Esse ano, quando eu fui na psiquiatra e ela me diagnosticou com fs, eu me senti arrasada. Acho que porque das outras vezes eu já cheguei contando dos sintomas, talvez era só por causa disso que a médica teria dito fobia social. Então quando eu cheguei lá, eu não comecei falando como se eu tivesse lido a wikipedia. Ela foi perguntando, eu fui respondendo e veio o tapa na cara.

Como eu já tava apresentando melhoras, sei lá - eu sei que não tava curada - eu pensei que pudesse ser algum outro tipo de transtorno de ansiedade. Ou queria que fosse alguma outra coisa, porque é muito difícil conviver com isso.

  Sabe, eu tô há um ano em tratamento de psicoterapia, e tive grande avanços. A deise de um ano atrás, não comeu nada num dia, só pra não vir na cozinha, que hoje eu frequento com mais tranquilidade.

Mas ao mesmo tempo que eu fico feliz pelas minhas conquistas, fico triste por não ser como as outras pessoas, que não tem dificuldade de se comunicar, fazer amizades, dar sua opinião, pensar...

Eu queria poder ser sempre quem eu sou quando eu tô sozinha ou com o Ismael. Eu sou bem confiiante nesses momentos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Hello world! - o primeiro post

Há muito tempo eu queria fazer um blog pra falar do que eu sinto, mas foi quando a minha psicóloga me apoiou que eu senti que era a hora.
Ainda me sinto um pouco intimidada a escrever aqui. Tenho medo de quem vá ler possa me interpretar mal, ou que use o conteúdo contra mim mesma. Ou simplesmente que algum conhecido leia e que eu saiba meus pontos fracos.
Ou seja: na mesma medida que eu quero expressar o que eu sinto, contraditoriamente, não quero me expor e ficar vulnerável.